segunda-feira, 28 de outubro de 2019

A morte do terrorista mais procurado do mundo

Publicado no Jornal da Manhã em 29/10/2019.

Ele era um homem singular. Vinha de uma família até bem sucedida, não se saberia explicar o motivo de acabar se tornando quem se tornou. Dizem que desde bem cedo, embora procurasse aparentar ser um homem de bons modos e de hábitos familiares, não conseguia esconder certa misoginia, homofobia, xenofobia, truculência, desvario e ambição de poder. Mas sabia disfarçar, todas estas tendências ele fazia parecer que eram indignação perante as injustiças que seu povo sofria, perseguido e acossado no mundo inteiro por inimigos mortais.
Com o tempo, ele foi aperfeiçoando essa cisão: aos olhos dos correligionários era um homem fiel ao seu povo, um guerreiro salvador das tradições, ideais e cultura que ameaçavam ser dissolvidos por povos bárbaros e dissolutos que invadiam as fronteiras de seu território sagrado, conquistado a ferro, fogo e sangue; aos olhos dos inimigos, era visto como um adversário cruel, implacável, imprevisível; aos olhos do restante do mundo, ele era a controvérsia personificada, hábil em tramar tais confusões entre facções e interesses, que era difícil, até mesmo para os povos diretamente envolvidos, entender quem era responsável pelas barbaridades que sofriam.
Em seu favor para criar tais confusões ele contava com um eficiente aparato midiático. Ele conseguia transformar em verdade acreditada pela multidão a mentira mais escabrosa, desde que ela fosse de seu interesse. Assim ele conseguia influenciar a queda ou ascensão de governantes, a revolta de populações inteiras, o apoio incondicional de nações que se suporia estarem acima da sordidez das baixas manipulações. Ele fingia ser defensor da ética, da honestidade, da honra, da verdade, da tradição, da cultura, na verdade era um lunático movido pelos interesses mais vis.
Graças a todas essas características, ele era um homem controvertido. Alguns o tinham como um herói, outros como um facínora. O herói era aquele que procurava resguardar a identidade de seu povo. O facínora era aquele que não hesitava em lançar mão de armas mortíferas para destruir cidades, países inteiros, que acabavam destruídos, mas ajoelhados ao poder de suas armas. E quando a submissão dos adversários não fosse pelas armas, ele tinha como alcançá-la por outros meios. Agentes sob suas ordens infiltrados nos povos e nações adversários eram capazes de tudo. De aprisionar, assassinar, enlouquecer, difamar personalidades que lhe fossem contrárias, ou perpetrar ações terroristas, arruinar a economia e tumultuar a ordem social e política. E promovia tais atos não só contra adversários, mas também contra qualquer povo ou nação que pudesse ter utilidade para levar adiante seus planos, fosse por seus recursos naturais, posição estratégica, importância econômica ou política.
Seu desvario encontrava admiradores, imitadores e servis lacaios recrutados em todo o planeta. Ele não se incomodava que jovens idealistas ou maduros oportunistas abandonassem suas famílias, seus países e fossem expor-se em confrontos mortais às vezes sem nem compreender bem a razão de estarem lutando. Morrer pela pátria e, bem entendido, pelos seus insanos mas dissimulados intentos, era a razão maior.
Mas eis que o inesperado acontece. Nosso personagem, o que deveria ser considerado o terrorista mais procurado do mundo, morreu. Não de morte violenta, uma explosão ou uma rajada, como seria de se esperar. Morreu de morte morrida. Um fulminante ataque cardíaco quando num anoitecer, à mesa de trabalho, ele manejava a arma que era a segunda que sabia manejar melhor: a caneta. A primeira era a língua.
Na manhã seguinte as notícias do mundo inteiro anunciavam: morreu do coração o homem que comandava a mais poderosa e beligerante potência do mundo.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

O mea-culpa do PT e o bode expiatório



Impressionante! Até o governador do Maranhão, que é do PCdoB, quando entrevistado foi cobrado pelos jornalistas: ─ Quando é que o PT vai fazer o necessário mea-culpa?
Com certeza é bom que se faça um mea-culpa, uma autoavaliação para tentar compreender como o Brasil chegou à situação em que se encontra no que diz respeito à economia, ao emprego, à segurança, à educação, aos valores republicanos e humanitários, aos cuidados com o meio ambiente, à imagem internacional, à moral do povo. E ao PT, que governou o país por mais de uma década, cabe uma parcela de responsabilidade nesse necessário mea-culpa. Mas, lembremo-nos, na primeira década de governo do PT o Brasil viveu seus melhores momentos dos últimos tempos. A economia ia bem, o povo tinha trabalho e prosperava, o país crescia, era soberano e respeitado internacionalmente.
O que aconteceu então? Foi a corrupção imputada ao partido que travou e fez retroceder o país? Sem dúvida a corrupção é uma doença crônica que tem debilitado o Brasil, mas ela tem existido desde sempre, não foi criada nem aprofundada nos anos do PT. Já nos esquecemos dos colossais escândalos do Banespa em São Paulo, do Banestado no Paraná, da chamada “privataria tucana” em que bancos estatais foram utilizados e falidos para desviar fortunas descomunais resultantes de fraudes na privatização de empresas igualmente estatais.
Cobrar que o PT faça o mea-culpa pela situação do país é um caso típico do bode expiatório que acaba levando a culpa de todos aqueles que se recusam a reconhecê-la em si mesmos. A começar, qual a culpa dos jornalistas, da mídia, que hoje cobra o PT? O jornalismo brasileiro é comprometido com a verdade, é informativo e isento? Ou é manipulador e partidário? E os legisladores, têm legislado em prol do interesse do país, do benefício coletivo? E o judiciário, tem julgado com firmeza e imparcialidade, sua ação tem coibido abusos e violências? O que foi feito de Eduardo Cunha, de Paulo Preto, do Queiroz, dos mandantes do assassinato de Marielle, dos responsáveis por Mariana, Brumadinho, os incêndios na Amazônia? E o povo, que escolhe pelo voto direto os legisladores e os governantes, quais critérios tem utilizado em suas escolhas? E como tem se engajado para fazer com que os eleitos depois permaneçam fiéis a compromissos assumidos mas esquecidos? E os partidos de oposição ao PT, que têm os mesmos vícios, se não piorados, mas que os imputam ao adversário e que deliberadamente minaram o governo Dilma? E o empresariado, que assustado com a ascensão de parcelas significativas da população antes excluída sabotou os investimentos necessários para o crescimento e o emprego? E a nossa soberania, como anda? Não nos damos conta que, agora que somos autossuficientes e exportadores de petróleo, depois das descobertas do pré-sal, os preços dos derivados oscilam no Brasil à mercê de cotações internacionais ao bel prazer do cartel das gigantes do óleo que não relutam em provocar guerras e destruir países na defesa de seus ganhos?
Sim, o Brasil carece de um urgente mea-culpa. Mas se queremos de fato reconhecer erros para repará-los, não podemos começar cometendo o grave erro de transferir a culpa para o bode expiatório PT. Isso só faria perpetuar os erros. Todos temos que nos repensar, repensar o Brasil. Nosso país é por demais grandioso, que imenso fracasso o nosso se o deixarmos malograr.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Decidindo o futuro da nação (uma ficção verossímil de humor)


O maior estatístico do país, bem como o engenheiro mais renomado e o político líder do governo no congresso foram chamados às pressas ao gabinete do presidente. Ele tinha uma questão urgente e embaraçosa que precisava de solução imediata, os assessores mais diretos não estavam conseguindo respondê-la.

Assim que os chamados reuniram-se na sala do palácio com o presidente, este fez os auxiliares se retirarem, só ficaram os quatro homens.

- Senhores, convoquei-os porque o futuro da nação depende de uma decisão que não estamos conseguindo tomar sem a ajuda de especialistas com a as vossas credenciais.

Silêncio, suspense. Todos aguardavam ansiosos, imóveis.

- A questão é a seguinte: quanto é dois mais dois?

O estatístico sacou de seu tablet, calculou por um bom tempo usando fórmulas complicadíssimas, por fim pronunciou-se:

- Excelência, o resultado é 3,9999999999999999999...

O presidente, aparentemente insatisfeito, encarou o engenheiro. Este sacou possante calculadora que trazia ao cinto, e pôs-se também a dedilhá-la. Após algum tempo, respondeu:

- O resultado, levando-se em conta fatores de segurança, certamente situa-se entre três e cinco!

O presidente, ainda insatisfeito, com ares de quem tentava a última chance, encarou então o político. Este pediu para retirar-se por um instante, precisava fazer algumas consultas sigilosas. Logo voltou, aproximou-se do presidente e sussurrou:

- Senhor presidente, qual o número que V. Ex.ª precisa?


"Piada" ouvida de um consultor internacional italiano em 1985. Na ocasião, as profissões dos três convocados eram outras.


terça-feira, 17 de setembro de 2019

Quanta ignorância!

Publicado no Jornal da Manhã em 19/09/2019.

O desfile de 15 de setembro em comemoração aos 196 anos de Ponta Grossa causou furor entre as velhas oligarquias da cidade, que ainda não se deram conta de que não estamos mais no tempo das sesmarias nem da monarquia. Os velhos oligarcas conservam ideias que parecem voltar aos tempos de fundação da cidade. Escandalizaram-se com a Professora secretária da Educação que desfilou de preto e com frase de Paulo Freire estampada no peito.
Mais uma pérola a dar funesta notoriedade à cidade. A Professora manifestar em público seu repúdio ao governo que trata com desprezo a Educação no país revela coragem e discernimento. Ao homenagear em sua camiseta o brasileiro que é considerado mundialmente um dos maiores educadores dos últimos tempos a Professora revela que se mantém lúcida, não se deixou levar pela onda de imbecilização que varre o país.
Sim, nós seres humanos, infelizmente, ainda nos comportamos como as bestas imbecis das quais somos descendentes. Ainda somos idiotizados por mentiras e fantasias que instigam nossos instintos e reflexos condicionados. Comportamo-nos como cães amestrados. No caso, treinados para discriminar, para odiar, para temer, para não refletir.
Felizmente, e é o que faz a Humanidade progredir ao longo da História, já temos um cérebro capaz de raciocinar, é ele que nos ajuda a superar os instintos de sobrevivência e consanguinidade. A Professora mostrou que ainda há gente, como ela, em que o raciocinar está além do instinto e do reflexo condicionado.
Por outro lado, uma boa parcela da população não logra emergir do pântano dos instintos primitivos, não logra ser capaz de fazer funcionar o neocórtex que a evolução e Deus nos deram. Parecem fazer questão de manter o neocórtex adormecido, ou entorpecido. Não compreendem que a educação emancipa. Não sabem o significado de emancipação. Não conseguem deixar de temer o próximo. Não conseguem deixar de discriminar e de odiar. Não conseguem deixar de ser autoritários, violentos e iníquos. Não alcançam a grandeza do significado das palavras liberdade, igualdade, fraternidade.
São vítimas da falta de uma boa Educação, e assim tornam-se agentes em prol da deseducação, perpetuando sua triste realidade.
Quanta ignorância!
Mas todos somos equipados com o neocórtex, que nos dá capacidade de pensar. A natureza no-lo deu. Basta querer despertá-lo, e utilizá-lo. Vamos lá?

domingo, 18 de agosto de 2019

Amazônia: um míssil apontado contra o Brasil?

Publicado no Jornal da Manhã em 20/08/2019.

O primeiro alvo atingido seria o Brasil. Depois a Humanidade toda, o planeta Terra.
Muito se tem discutido sobre a importância da proteção da Amazônia. Mas questões essenciais têm sido deixadas de lado.
Sim, a Amazônia é fundamental para o equilíbrio do clima mundial. Sua devastação implicaria em liberar carbono e outros gases estufa num montante que o planeta talvez não consiga suportar sem drásticas mudanças climáticas.
Sim, a Amazônia, e as terras indígenas demarcadas, são fundamentais para mostrar-nos que, ao longo de nossa História de devastadores conquistadores, fomos capazes de aprender algo. Que é necessário garantir ao que ainda resta dos povos originários territórios em que eles consigam preservar sua cultura. E procurar aprender com eles. O uso de ervas medicinais e outras benesses naturais, como conviver em harmonia com a floresta e a natureza, como cultivar uma espiritualidade que fortalece a grandeza da alma humana. A chamada etnociência, que a ciência convencional está aprendendo a valorizar.
Sim, a Amazônia é fundamental pelo que possa ocultar de minérios ainda não descobertos, que poderão ser essenciais num futuro próximo. Mas estamos longe de aprender a ponderar sobre a exequibilidade de explorar esses recursos sem comprometer a floresta. Estamos longe de ter a sobriedade para saber avaliar o que nos é mais vital: os recursos que o subsolo pode esconder ou o suporte para a sobrevivência que a mata já nos revelou.
Sim, a Amazônia é essencial pela sua incomparável biodiversidade, da qual ainda pouco conhecemos os préstimos ambientais operados para o resto do mundo. A floresta com certeza encerra um patrimônio genético que poderá nos revelar aplicações inestimáveis para a Humanidade e para o planeta.
Mas por outros motivos talvez mais essenciais a Amazônia precisa ser preservada. Ela é a fonte dos chamados “rios voadores”. São correntes de ar de grandes altitudes que trazem da floresta a umidade que transforma boa parte do Brasil (no Centro-Oeste, Sudeste e Sul) em áreas férteis, quando nas mesmas latitudes no restante do mundo ocorrem desertos, por conta de circulações atmosféricas que controlam o clima do planeta. Devastar a Amazônia seria secar os rios voadores, seria mais catastrófico que bombardear o Brasil como numa guerra de destruição total.
Uma vez devastada, para quê serviria a Amazônia? Pecuária? Cultivo? Os solos da floresta são os chamados latossolos, solos muito antigos e por isso empobrecidos em nutrientes. A exuberante floresta subsiste graças à reciclagem da matéria orgânica, e os nutrientes nela contidos, que provém da própria renovação da mata. Folhas, galhos, troncos formam a serapilheira que cobre o chão da mata, decompõem-se e são imediatamente reincorporados nas novas plantas que crescem. Ao mesmo tempo, a serapilheira preserva a umidade do solo e o protege da erosão. Desmatar, e o pior, queimar, é quebrar este delicado ciclo, e condenar os solos à erosão e à infertilidade.
Enfim, não perceber a essencialidade da preservação da Amazônia demonstra uma imbecilidade só concebível por uma estupidez sem tamanho, ou por uma sôfrega ambição que não consegue deixar ver além do próprio nariz. Essa imbecilidade é a mão que dispara o míssil de destruição contra o Brasil e o planeta.


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

“As guerras do Brasil” e o resgate da História



“As guerras do Brasil” é o título de uma minissérie documentário da Netflix que deve ser vista por todos os brasileiros. São cinco episódios curtos, que nos apresentam pontos de vista que não correspondem à História oficial sobre cinco temas: a colonização e o massacre dos povos originários (os indígenas); a escravidão e o massacre dos negros; a Guerra do Paraguai; a revolução de 1930 que marcou o fim da “República Velha”; a “universidade do crime”, como é chamada a formação de falanges e comandos de criminosos no sistema previdenciário em vigor no país. A seguir algumas passagens desses episódios.
Sobre os povos originários, cuja população poderia chegar a quarenta milhões, e que até hoje chamamos de índios, que para os colonizadores povoariam as Índias, o documentário nos relata como foram vítimas até de inéditas guerras biológicas, dizimados pela varíola e outras doenças propositalmente disseminadas. E o papel dos bandeirantes, heróis oficiais que na verdade eram mercenários cruéis a serviço de inescrupulosos e ambiciosos poderosos.
Sobre a guerra aos negros trazidos da África, o documentário relata o esforço de exterminar os quilombos que se formaram após a “invasão” holandesa, que chegaram a reunir dezenas de milhares de negros foragidos e livres em bem organizadas comunidades. Os negros, essenciais para a economia da cana de açúcar, não eram considerados gente, mas animais de serviço.
Sobre a Guerra do Paraguai, episódio que me pareceu que poderia ter sido melhor esclarecido, nos relata o papel do Brasil ao dar início à guerra, quando interveio no governo do Uruguai. E a obstinação em prosseguir a guerra contra um país já destruído e com uma resistência enfraquecida liderada por um tirano ensandecido. O que não nos explica é o interesse da Inglaterra em deflagrar uma guerra que ao mesmo tempo lhe abriu rentáveis mercados de armas e equipamentos e aniquilou um país que ameaçava emancipar-se e atrapalhar-lhe interesses econômicos e geopolíticos.
Sobre a revolução de 1930, o documentário relata o movimento tenentista que a antecedeu, iniciado em 1922 com a “revolta do Forte de Copacabana”, quando dezoito verdadeiros heróis enfrentaram milhares de soldados num embate simbólico. Os dezoito mártires protestavam contra as fraudes eleitorais e a política viciada dominada por oligarquias que desprezavam o país e o povo. Foram massacrados, mas seu heroísmo iniciou o movimento tenentista que muito contribuiu para o fim da “república velha”.
O episódio “universidade do crime” nos relata a história da origem das falanges e comandos do crime organizado, que dos presídios alastrou-se para as periferias pobres, as polícias e a política. É uma história que vai muito além dos presídios e dos crimes comuns.
Todos os episódios parecem transmitir-nos uma única mensagem: as guerras do Brasil permanecem declaradas nos dias de hoje. Não se trata de luta de classes, mas guerra de classes. Uma guerra de mais de quinhentos anos.

domingo, 4 de agosto de 2019

Você que apoia (ou apoiou) Bolsonaro e a Lava Jato:



- Percebeu que na economia o Brasil está andando para trás, empregos e salários estão encolhendo, e são eles que movem a economia?
- Percebeu que as antes grandes empresas brasileiras, Petrobras, construtoras, aeronáutica, alimentícias, estão sendo sangradas e loteadas graças a acusações de corrupção que acontecem em todo o mundo, mas nos outros países são resolvidas com acordos sigilosos que não esfacelam nem as empresas nem os países?
- Percebeu que a justiça no Brasil nunca antes esteve tão desacreditada, com tantas evidências de facciosismo e iniquidade?
- Percebeu que o país, que já foi símbolo para o mundo de alegria, amizade, prosperidade, soberania, hoje aparece como piada, uma nação desgovernada, com crescente violência e criminalidade, vassala de interesses estrangeiros imperialistas?
- Percebeu que, além das empresas esfaceladas, o desmatamento avança, os agrotóxicos são liberados, crimes hediondos ficam sem solução, o ódio e a discriminação nunca estiveram tão manifestos?
- Percebeu que a Amazônia está sendo tratada como uma virgem a ser deflorada (ou estuprada?) por madeireiros e mineradores, e quem assim a trata parece ignorar que ela é essencial para o equilíbrio ambiental no Brasil?
- Percebeu que a desfaçatez é a atitude perante o desmatamento indiscriminado da Amazônia, embora ele seja mais catastrófico que bombardear o resto do Brasil tal como em uma guerra, pois é a floresta que, com os "rios voadores" que dela provêm, transforma áreas no Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país que deveriam ser desertos em áreas úmidas e férteis?
- Percebeu que temas essenciais para um povo prosperar, educação, cultura, direitos humanos, pesquisa científica, justiça, liberdade de expressão, têm sido negligenciados e proscritos, como o foram nos piores regimes de terror da História?
- Percebeu que o país nunca esteve tão dividido, com estados da federação e regiões inteiras contestando imposições desatinadas do governo federal?
- Percebeu que nunca entre nós se acreditou tanto em teorias obscurantistas, que nos países evoluídos já foram ultrapassadas na Idade Média?
- Percebeu que a miséria cresce a olhos vistos, nos moradores de rua, no desemprego, no afrouxamento dos direitos trabalhistas, no encolhimento da aposentadoria, e que a concentração de renda cresce, em nome de um ilusório crescimento que não acontece?
- Percebeu que nunca antes a opção religiosa foi tão influente na política e em outros setores essenciais da vida pública, acabando com o denominado estado laico?
Não percebeu? Então está na hora de acordar. Tudo isto é parte de um bem articulado plano de entregar o Brasil, e seus imensos recursos naturais, energéticos e a posição geopolítica estratégica, aos tirânicos poderes hegemônicos do planeta, que visam definitivamente transformar o Brasil em seu quintal.
E você está colaborando para isso. Não é só sua culpa, pois um colossal massacre midiático é utilizado para manipular a percepção e opinião dos brasileiros. Esse massacre também conspira para entregar nosso país aos interesses estrangeiros.
Mas você ainda pode redimir-se. Corrija-se!